Powered By Blogger

dino notícias





 Uma nova espécie na ligação evolutiva entre dinossáurios e aves foi encontrada na
 China (Mongólia interior) – 
Gigantoraptor erlianensis - em rochas com 85 milhões de anos (Cretácico superior). 
O importante da  descoberta
 reside no tamanho deste animal –  oito metros de comprimento e 1.4 toneladas de peso.
É um animal surpreendente porque na linha evolutiva dos dinossáurios para as aves se pensava,
 e todas as formas 
encontradas até agora o comprovavam, que existiria uma redução no tamanho entre os dinossáurios
 e as aves: o 
Gigantoraptor erlianensis é o exemplo contrário.     
Filogeneticamente (ao nível do parentesco) o Gigantoraptor erlianensis é um dinossáurio que
 pertence grupo 
Oviraptorosauria - grupo de dinossáurios com penas que raramente ultrapassavam os 40 kg. Existiria
 assim uma ainda maior diversidade morfológica do que até agora se pensava.

Só por si esta nova “aquisição” paleontológica seria motivo de notícia; mas as novidades não ficam por aqui.

Segundo os autores, que efectuaram análises aos tecidos ósseos preservados, este animal apresentava

 uma taxa de crescimento mais rápido do que os seus “primos” tiranossáurios norte-americanos – 
Albertosaurus eGorgosaurus. Mais uma das dezenas de boas-novas paleontológicas que chegaram da China 
nos últimos 20 anos.


Museu da Lourinhã apresenta fósseis do maior dinossauro carnívoro terrestre conhecido



O Museu da Lourinhã exporá até ao final do mês a maxila do maior dinossauro carnívoro 
terrestre conhecido, o "torvossauro tanneri", um achado de um jovem holandês que andava 
a fazer prospecção nas arribas do concelho. A maxila possui 63 centímetros de
 comprimento e vários dentes, cada um deles com 20 centímetros, pertencentes a um animal 
de 11 metros de comprimento e duas toneladas, muito idêntico ao "tiranossaurus rex" do Cretácio Superior. 

Trata-se do maior dinossauro carnívoro terrestre alguma vez encontrado no mundo, que viveu no Jurássico
 Superior, uma vez que o crânio a que pertenceria a maxila teria cerca de 158 centímetros, sendo superior a 
um outro dinossauro da mesma espécie encontrado anteriormente nos Estados Unidos (com 118 centímetros). 
O achado foi divulgado hoje pelo Oertijd Museum, um museu localizado em Boxtel, cidade do sul da Holanda, 
que adquiriu uma réplica do crânio a que corresponderia a maxila encontrada. 

A reconstituição desta parte do esqueleto foi efectuada por Aart Wallen, um holandês que colabora com o 

Museu da Lourinhã na construção de réplicas e que é o pai do jovem Jacob Wallen, que em 2003 fez a descoberta. 
"Ambos estavam a fazer prospecção nas arribas do concelho e foi mesmo o filho que encontrou um pequeno vestígio 
que, ao ser escavado, se revelou como a maxila do crânio de um torvossauro",explicou à Agência Lusa a conservadora do
 museu, Carla Abreu, mostrando-se satisfeita pelo achado ter sido doado à instituição.

A descoberta destes fósseis é encarada como um grande contributo para a ciência, já que permite mais uma vez 

aos investigadores afirmar que "os continentes [europeu e americano] estavam próximos e havia uma distribuição da
 fauna muito idêntica no que agora é a América e a Península Ibérica". Carla Abreu explicou que "as formações geológicas 
[da costa portuguesa] são muito idênticas à formação de Morrisson", perto do Texas. 






Lourinhã mostra réplicas de dois dinossáurios portugueses




O Museu da Lourinhã, conhecido pelas descobertas de dinossáurios, vai expor pela primeira vez réplicas
 completas de dois animais do jurássico que foram encontrados no concelho, mostrando os esqueletos
 de pé como se estivessem vivos. 


"É a primeira vez que mostramos dois dinossáurios portugueses montados em posição de vida, até aqui
 tínhamos mostrado apenas uma réplica de um dinossáurio norte- americano", afirmou hoje à Lusa Octávio
 Mateus, paleontólogo e investigador do 
Museu da Lourinhã. 


"O esqueleto mostrado assim é mais visível e educativo do que os ossos originais que temos no 
museu e que são de difícil interpretação",



acrescentou. O trabalho de montagem das réplicas completas dos Lourinhanosaurus Antunesi e do Dacentrurus 
Armatus, duas espécies do período do jurássico superior (com 150 milhões de anos), demorou entre dois a três
 anos a realizar, adiantou o paleontólogo.

Segundo Octávio Mateus, "os esqueletos encontrados na Lourinhã são em geral incompletos e para 

reconstituirmos os animais inteiros tivemos que nos basear em conhecimentos de anatomia e
 comparar com outros animais parecidos, 
foi um trabalho muito demorado".

"Primeiro foi preciso fazer os moldes dos originais que temos no museu e depois todo o trabalho 

construção do restante esqueleto, e no final, a montagem", especificou. As duas réplicas vão ser 
mostradas em tamanho real na sala 
de paleontologia do Museu da Lourinhã a partir do dia 26 de Maio após uma sessão de apresentação pública.

O Lourinhanosaurus Antunesi é uma espécie única no país e foi descoberta na Lourinhã, nos anos 80. Trata-se de um 

dinossauro
 carnívoro e bípede, que pode atingir os 8 metros de comprimento. O Dacentrurus Armatus era um
 dinossauro herbívoro
 e quadrúpede, atingindo os 5 metros de comprimento, possuía placas dorsais, espinhos na ponta da cauda e ombros.
É uma espécie mais comum em Portugal existindo também em Espanha, França e Reino Unido. 
O Museu da Lourinhã
 tornou-se conhecido por ter sido encontrado neste concelho um ninho com ovos contendo embriões de dinossáurios
 únicos na Europa.